Pilotagem segura na chuva: guia para o clima de Brasília
23 de junho de 2026 • 5 min de leitura
Em Brasília, a estação seca deposita meses de poeira, óleo e borracha no asfalto. Quando cai a primeira chuva, essa mistura vira uma película escorregadia — é o dia com mais quedas de moto do ano.
Reduza a velocidade e aumente a distância de seguimento para pelo menos quatro segundos. A frenagem na chuva pode exigir o dobro do espaço, especialmente em pneus com sulcos rasos.
Freie de forma progressiva e use os dois freios. Em motos sem ABS, a frenagem brusca na dianteira em piso molhado é a principal causa de tombo. Se a moto tem ABS, confie nele, mas continue antecipando.
Evite pisar em faixas de pedestre, tampas de bueiro, manchas de óleo no centro da faixa e placas metálicas. Prefira rodar na trilha das rodas dos carros, onde a água escoa melhor.
Visibilidade é meio caminho. Viseira com antiembaçante, capa de chuva de cor clara e faróis acesos reduzem muito o risco. Se a chuva ficar forte demais, pare em local seguro — nenhum compromisso vale o risco.
Se a moto morrer por água na parte elétrica, não insista na partida. Chamar o moto guincho custa menos que um motor com hidrocalço.